Países devem atuar “rápido” em relação a Darfur, diz Sarkozy

O presidente francês, Nicolas Sarkozy, pediu nesta segunda-feira que a comunidade internacional atue “rápido” e seja “firme” diante do conflito em Darfur, no Sudão.

“O silêncio mata. Queremos mobilizar a comunidade internacional para dizer: basta. Não estamos no século 21 para olhar essas imagens”, afirmou Sarkozy a representantes de 18 países e de várias organizações internacionais, incluindo a ONU, reunidas em Paris.

O chefe de Estado francês insistiu na necessidade de “atuar, e atuar depressa”, porque “seres humanos morrem em dezenas de milhares nesse lugar do mundo”, e “não podemos deixar a situação como está”.

Segundo Sarkozy, a conferência internacional de Paris deve “mobilizar a comunidade internacional” e estabelecer “um mapa de rota claro para cada um dos atores”.

“Há vítimas e responsáveis. Devemos ser firmes com aqueles que se negarem a participar das negociações”, assegurou.

O presidente fez uma clara advertência às autoridades do Sudão, que não compareceram a Paris para a reunião, na qual também se destaca a ausência da União Africana (UA).

“O Sudão tem que saber que se cooperar o ajudaremos, mas se o país se recusar devemos ser firmes”, disse Sarkozy, ao qualificar como uma “evolução encorajadora” a decisão de Cartum de aceitar um futuro envio de uma força conjunta da ONU e da UA a Darfur.

A conferência foi aberta pelo ministro de Relações Exteriores francês, Bernard Kouchner, com um apelo para a necessidade do diálogo entre as partes e a unidade de ação da comunidade internacional.

Reunião

O encontro conta com a presença de 18 governos e seis organismos internacionais, com representantes como o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon; a secretária de Estado americana, Condoleezza Rice; os ministros de Relações Exteriores de Alemanha, Frank-Walter Steinmeier e Itália, Massimo D’Alema, o representante da Política Externa e Segurança da União Européia (UE), Javier Solana, e o comissário europeu para o Desenvolvimento, Louis Michel.

Todos querem abordar o problema político e humanitário gerado pelos confrontos que desde 2003 ocorrem entre o governo do Sudão e grupos rebeldes que atuam em Darfur (oeste).

Os combates já mataram mais de 200 mil pessoas e deixaram 2,5 milhões de deslocados.

No discurso de abertura, Kouchner disse que a conferência tem como objetivo “apoiar as iniciativas” da União Européia e da ONU para “tentar regular” a crise em Darfur.

O ministro francês lembrou que há 19 grupos guerrilheiros que operam em Darfur, sobre os quais se deve exercer uma “grande pressão” para que se incorporem ao diálogo de paz com o governo de Cartum.

A força militar mista melhoraria as condições de segurança e assistência humanitária, segundo Kouchner.

O ministro acrescentou que, embora existam milhares de soldados africanos, trata-se de pessoas “mal armadas e mal pagas”, cuja eficácia é mínima.

 

 

 

[ FICA CLARA A ESPERA QUE ALGUNS PAÍSES TEM COM A ATUAÇÃO DA ONU ]

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